Michael Rezende Santos, advogado previdenciário em Santa Bárbara MG

Michael Rezende Santos

Advogado previdenciário em Santa Bárbara MG, com atuação em benefícios do INSS como auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez e BPC/LOAS. Atende presencialmente em Santa Bárbara MG e por videoconferência para outras regiões.

OAB/MG 103.441

O que é o Auxílio-Acidente e quem tem direito

O auxílio-acidente é um benefício previdenciário pago pelo INSS a segurados que, após sofrerem um acidente de qualquer natureza — de trabalho, de trânsito ou doméstico —, ficam com sequelas permanentes que reduzem sua capacidade para o trabalho. Diferente do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), o segurado não precisa se afastar do trabalho para receber este benefício.

É pago mensalmente no valor de 50% do salário de benefício e pode ser acumulado com o salário ou outros benefícios, exceto aposentadoria.

Podem ter direito ao auxílio-acidente:

🏭 Trabalhador acidentado no trabalho

Empregado, trabalhador avulso ou segurado especial que sofreu acidente de trabalho típico, acidente de trajeto ou doença ocupacional que resultou em sequela funcional permanente.

🚗 Vítima de acidente de trânsito

Segurado do INSS que sofreu acidente de trânsito e ficou com sequela permanente que reduza a capacidade laboral, mesmo que o acidente não tenha ocorrido no exercício do trabalho.

🏠 Vítima de acidente doméstico

Segurado que sofreu acidente fora do ambiente de trabalho — como queda em casa ou acidente esportivo — e ficou com sequela funcional permanente redutora da capacidade de trabalho.

Qual é a sua situação?

Sofri um acidente e fiquei com sequela

Se há laudo médico comprovando sequela permanente que reduza sua capacidade laboral, é possível requerer o auxílio-acidente administrativamente ou, se negado, por via judicial.

O INSS negou meu benefício

A negativa do INSS pode ser contestada por recurso administrativo ou ação judicial. É possível ainda solicitar a revisão do benefício caso tenha sido concedido com valor incorreto.

Recebi auxílio-doença, e agora?

Ao ter alta médica do auxílio por incapacidade temporária com sequela permanente, o segurado pode ter direito ao auxílio-acidente como benefício complementar, mesmo retornando ao trabalho.

Como funciona o processo para obter o auxílio-acidente

O pedido de auxílio-acidente segue, em linhas gerais, as etapas abaixo:

01

Consulta e análise documental

Avaliação da situação previdenciária, histórico do acidente e laudos médicos disponíveis para identificar o melhor caminho: pedido administrativo ou ação judicial.

02

Requerimento administrativo ou judicial

Protocolo do pedido junto ao INSS ou ajuizamento da ação perante a Justiça Federal ou Juizado Especial Federal, com pedido de tutela de urgência quando necessário.

03

Perícia médica

O segurado passa por avaliação do perito do INSS ou do juízo para comprovação da sequela e sua repercussão na capacidade laboral. O preparo documental é fundamental para o resultado.

04

Concessão e pagamento retroativo

Reconhecido o direito, o benefício é ativado com pagamento retroativo à data do requerimento, garantindo ao segurado o recebimento das parcelas devidas desde o início.

O que muita gente acredita — e não é verdade

+ "Só quem tem acidente de trabalho pode receber auxílio-acidente."
Falso. O auxílio-acidente pode ser concedido após acidente de qualquer natureza — de trabalho, de trânsito ou doméstico. O que importa é a existência de sequela permanente que reduza a capacidade laboral do segurado do INSS.
+ "Para receber auxílio-acidente preciso me afastar do trabalho."
Incorreto. O auxílio-acidente é exatamente o oposto: é concedido a quem continua trabalhando, mas com redução de capacidade. Se o segurado estiver afastado, estará recebendo auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença), não o auxílio-acidente.
+ "Se o INSS negou, não tenho mais como receber."
Falso. A negativa administrativa pode ser contestada por recurso no CRPS ou por ação judicial. Muitas concessões ocorrem exatamente pela via judicial, após negativa do INSS.
+ "Auxílio-acidente e aposentadoria não podem ser recebidos juntos."
Verdadeiro — mas com ressalva. O auxílio-acidente não pode ser acumulado com aposentadoria, mas pode ser acumulado com o salário enquanto o segurado trabalha. Quando se aposenta, o benefício cessa, porém o período em que o recebeu pode influenciar o cálculo da aposentadoria.
+ "Qualquer sequela dá direito ao benefício."
Não exatamente. A sequela precisa ser permanente e reduzir a capacidade para o trabalho que o segurado exercia. Sequelas puramente estéticas, sem impacto funcional, em geral não geram direito ao benefício. A avaliação pericial é determinante.
+ "O benefício é temporário e acaba em algum momento."
Falso. O auxílio-acidente é pago de forma vitalícia enquanto o segurado não se aposentar. Como a sequela é permanente, o benefício é mantido indefinidamente — até a aposentadoria ou o falecimento do segurado.

Perguntas frequentes sobre auxílio-acidente

Sobre os requisitos

+ Quais são os requisitos para receber o auxílio-acidente?
São necessários: (1) qualidade de segurado do INSS; (2) acidente de qualquer natureza ou doença equiparada; (3) sequela permanente que reduza a capacidade para o trabalho exercido. Não há carência mínima de contribuições para este benefício.
+ Preciso ter carteira assinada para ter direito?
Não é obrigatório ter emprego formal. Contribuintes individuais (autônomos), segurados especiais (trabalhadores rurais) e trabalhadores avulsos também podem ter direito, desde que mantenham a qualidade de segurado no momento do acidente.
+ Existe prazo para pedir o auxílio-acidente após o acidente?
Não há prazo legal específico, mas é importante solicitar o quanto antes. O pagamento retroage à data do requerimento, não à data do acidente. Manter a qualidade de segurado no momento do pedido é fundamental.

Sobre o valor e pagamento

+ Qual é o valor do auxílio-acidente?
O auxílio-acidente corresponde a 50% do salário de benefício do segurado. O salário de benefício é calculado com base na média das contribuições ao INSS. O benefício é reajustado anualmente pelo mesmo índice dos demais benefícios previdenciários.
+ Posso receber auxílio-acidente e continuar trabalhando?
Sim. Esta é uma das principais características do benefício. O auxílio-acidente foi criado exatamente para complementar a renda de quem continua trabalhando, mas com capacidade laboral reduzida em razão da sequela.
+ O auxílio-acidente entra no cálculo da aposentadoria?
O auxílio-acidente não é computado diretamente no salário de benefício da aposentadoria, mas o período em que foi recebido conta como tempo de contribuição. Embora cesse na data da aposentadoria, seu histórico pode influenciar positivamente o benefício final.

Sobre o processo judicial

+ Preciso de advogado para pedir o auxílio-acidente?
Para o pedido administrativo no INSS, o advogado não é obrigatório, mas é importante para garantir que toda a documentação necessária seja apresentada corretamente. Para a via judicial, a representação por profissional habilitado é essencial.
+ O que acontece se o INSS conceder o benefício com valor errado?
É possível requerer a revisão do benefício administrativamente ou por via judicial. Erros no cálculo do salário de benefício são comuns e podem gerar diferenças significativas, com direito a recebimento retroativo das diferenças.
+ Quanto tempo demora o processo judicial de auxílio-acidente?
O prazo varia. Nos Juizados Especiais Federais, o rito é mais célere, podendo haver resolução em 1 a 2 anos. É possível pedir antecipação de tutela para receber o benefício enquanto o processo tramita, nos casos de urgência.

Atendimento em Santa Bárbara MG e região

O escritório de Michael Rezende Santos atua com questões de auxílio-acidente em Santa Bárbara MG, Barão de Cocais e municípios da região. O atendimento pode ser presencial ou à distância, conforme a conveniência do cliente.

Para mais informações, os canais de contato estão disponíveis nesta página.

Michael Rezende Santos — OAB/MG 103.441

Conteúdo de caráter informativo, sem aconselhamento jurídico individualizado. As situações concretas devem ser analisadas por profissional habilitado. Michael Rezende Santos — OAB/MG 103.441.

Michael Santos Advogado
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